Em agosto? É, naquela vez ele foi direto. Não mediu palavras. Algo como "Eu atiraria em homens, mulheres, crianças, quem fosse. Eventualmente eles param de vir", falando dos imigrantes marroquinos tentando cruzar em massa pra Ceuta.
Entendo a essência do que ele queria dizer, mas ainda foi um desses comentários pelos quais ele merecia ser punido, e sempre ia soar mal falado desse jeito, em vez de dizer que é preciso usar força pra repelir tanta gente invadindo a cidade. O ponto dele era que as fronteiras precisam poder ser defendidas. Ele só falou de um jeito muito grosseiro, que não ajudou em nada.
Eu comparo mais com a minha experiência nas minhas missões no Oriente Médio. Pessoas levavam tiro quando não seguiam ordens e não respeitavam os limites defensivos ao avançar sobre território dos EUA (tipo se aproximar de um posto de controle militar mesmo sob mira de arma e mandados voltar, ou tentar passar por um portão de carro, etc.). Não importava se eram homens, mulheres ou crianças. Aplicação diferente, cenário diferente, mas esse era o tema por trás.
EDIT: Resumindo, ele tá certo que fronteiras que não podem ser defendidas deixam de ser fronteiras. Mas tá muito errado no jeito que argumentou, porque a abordagem dele fazia do letal a primeira opção, enquanto no meu cenário o letal era a última. Ideias parecidas, metodologias bem diferentes.